Este grupo tem como objetivo agregar homens e mulheres terceira idade, promovendo sua autonomia, integração e sociabilidade na sua própria igreja e presbitério, onde eles têm a oportunidade de continuar ativos e terem um convívio mais agradável dentro do meio cristão. Um grupo muito alegre que tem muito a nos ensinar com suas experiências e lições de vida.

domingo, 14 de junho de 2009

Mateus 18












Augustus Nicodemus Lopes, do blog tempora-mores


Já presenciei diversas situações em que tentativas de exercer a disciplina em pastores e líderes que cometeram faltas em público, abertamente, do conhecimento de todos, foram engavetadas sob a alegação de que os denunciantes ou queixosos não cumpriram antes o que Jesus preceitua em Mateus 18:15, "Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão."
Todavia, esses passos iniciais que Jesus estabeleceu aqui têm a ver com irmãos faltosos que pecaram "contra nós" (Mat 18:15-17). Em vários manuscritos gregos antigos a expressão “contra ti” não aparece, o que tem levado estudiosos a concluir que se trata de uma inserção posterior de um escriba. Todavia, existem vários argumentos em favor da sua autenticidade. Primeiro, mais adiante no texto, tratando ainda do mesmo assunto, Pedro pergunta a Jesus: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe?” (Mat 18:21). A pergunta de Pedro reflete o entendimento que ele teve das instruções de Jesus quanto ao pecado de um irmão contra ele. Segundo, a expressão “contra ti” aparece na maioria dos manuscritos, ainda que mais recentes. Terceiro, a omissão da expressão nos manuscritos mais antigos pode se explicar pela ação deliberada de um escriba que quis generalizar o alcance das instruções. Por esses motivos, consideramos a expressão como tendo sido originalmente pronunciada por Jesus.
Notemos, portanto, que em Mateus 18 o Senhor não tem em mente os pecados públicos cometidos contra a Igreja de Cristo. O Senhor está tratando do caso em que um irmão pecar "contra mim". Num certo sentido, todos os pecados que um irmão comete acabam sendo contra mim, pois sou membro da Igreja que ele ofendeu. Mas, existem ofensas e faltas que me atingem de forma direta, como indivíduo. É disso que Mateus 18 trata.
Portanto, há que se distinguir duas situações gerais que precisam ser tratadas de forma diferente: aqueles pecados que foram cometidos abertamente e que são do conhecimento público, e aqueles outros que foram cometidos diretamente contra uma pessoa, e que ainda não são do conhecimento público. Os primeiros, os tais pecados abertos e públicos, devem ser tratados imediatamente pela Igreja, e não por indivíduos em conversas privadas. Os segundo, estes sim, exigem o tratamento que Jesus ensina em Mateus 18. Evidentemente, há pecados que se encaixam nas duas categorias e nem sempre é possível distinguir com facilidade o caminho a seguir.
De acordo com Calvino, os pecados abertos e públicos devem ser tratados sem demora pelos conselhos das igrejas, para que os bons membros não sofram uma tentação a mais ao pecado ocasionada pela demora. Calvino apela como prova para a repreensão pública imediata que Paulo fez a Pedro, conforme Gálatas 2:11,14. Paulo não esperou para falar em particular a Pedro. Como o pecado de Pedro, que era a hipocrisia, foi cometido abertamente, Paulo passa a repreendê-lo abertamente, sem demora.
Paulo também orienta Timóteo a disciplinar publicamente aqueles que vivem no pecado: “Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam” (1Tim 5:20). Não há aqui nenhuma menção da necessidade de procurar esses faltosos em particular uma ou duas vezes, mas apenas a necessidade de se estabelecer o fato pelo depoimento de testemunhas.
Quando Paulo tratou do caso do imoral de Corinto, um caso que era público, notório e do conhecimento de todos (cf. 1Cor 5:1), pediu a imediata exclusão do malfeitor (1Cor 5:13), lamentando que isso ainda não tivesse acontecido. Quando Ananias e Safira pecaram, mentindo abertamente sobre o valor das propriedades vendidas, ao trazerem diante dos apóstolos a sua oferta, foram disciplinados imediatamente por Pedro, sem que houvesse quaisquer encontros particulares anteriores com eles (At 5:1-11).
As exortações de Paulo para que nos afastemos dos que ensinam falsas doutrinas (Rom 16:17), para que se admoestem os insubmissos (1Tes 5:14), para que nos apartemos dos desordeiros (2Tes 3:6), para que fujamos e nos separemos dos falsos mestres (2Cor 6:17; 2Tim 3:5) sugerem ação disciplinar exercida pela Igreja sobre membros da comunidades que notoriamente são insubmissos, desordeiros, divisivos, falsos doutrinadores. O apóstolo traz uma lista complementar em 1Coríntios: "Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais" (1Cor 5:11). No caso de Himeneu e Alexandre, dois notórios blasfemadores e divulgadores de falsas doutrinas, Paulo os entrega diretamente a Satanás (1Tim 1:20).
Essas evidências levam à conclusão de que, no caso de irmãos que vivem notoriamente em pecado e que cometeram esses pecados abertamente, publicamente, não existe a necessidade de exortação particular e individual antes de se iniciar o processo disciplinar pela Igreja.
Aqui cabe mais uma vez citar o pensamento de Calvino, ao comentar Mateus 18:15. O Reformador mais uma vez distingue entre pecados abertos e secretos e exclama: "Certamente seria um absurdo se aquele que cometeu uma ofensa pública, cuja desgraça é conhecida de todos, seja admoestado por indivíduos; pois se mil pessoas tiverem conhecimento dela, ele deveria receber mil admoestações".
Isso não significa negar aos faltosos o direito de se defender e de se explicar. O pleno direito de defesa sempre deve ser garantido a todos. Todavia, eles exercerão esse direito já diante das autoridades da Igreja, e não diante de um irmão em particular, de maneira informal.
A determinação de Paulo a Tito, para que ele se afaste do homem faccioso após adverti-lo duas vezes (Tit 3:10-11), pode parecer militar contra o que estamos dizendo acerca do tratamento de pecados públicos. Todavia, é provável que as duas advertências que Paulo menciona já sejam públicas e abertas, pois se trata de homem faccioso, isso é, que promove divisões na igreja pelo ensino de falsas doutrinas. Se as mesmas não surtem efeito, como disciplina preliminar, a exclusão (implícita no mandamento para separar-se) é o passo definitivo e final.
Infelizmente, pela falta de distinção entre pecados públicos e pessoais, concílios e igrejas apelam para o não cumprimento de Mateus 18 em casos de denúncias feitas contra seus pastores, para travar administrativamente processos disciplinares contra os mesmos. Presenciei diversos casos de denúncias feitas contra pastores que haviam cometido faltas notórias e que foram arquivadas por seus concílios sob a alegação de que os passos de Mateus 18 não haviam sido cumpridos. Todavia, não se tratavam de faltas cometidas contra irmãos específicos, mas de erros públicos, notórios, que afetavam a Igreja de Cristo como um todo.

domingo, 7 de junho de 2009

Atividades Diretivas e Docentes de Nosso Pastor, Rev. Hermisten Maia

Irmãos, não só da terceira, mas de todas as idades:

Recentemente, navegando pelas páginas do www.mackenzie.com.br, resolvi dar uma "passada" no site da Escola Superior de Teologia e, para minha surpresa e alegria, encontrei uma série de palestras, bem como várias publicações, produzidas pelo nosso pastor Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa, diretor da referida Escola, muitas das quais, endereçadas para os programas de Escola Dominical da Igreja de São Bernardo, bem como em sermões pregados em nossa Igreja.

Agradeçamos a Deus pelo precioso trabalho do nosso pastor, e honremos o seu ministério, valorizando a difusão da sã doutrina manifesta em sua produção acadêmica.

Que sejamos como os irmãos tessalonicenses, a quem Paulo, felicitou dizendo: "Outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes." (1 Ts 2.13).

Boa leitura!


Ricardo de Abreu Barbosa
Superintendente da Escola Dominical

terça-feira, 3 de março de 2009

Campanha Contra o Desperdício de Alimentos

O Instituto Akatu está promovendo uma campanha interessante para conscientizar a população sobre os graves danos que o desperdício de alimentos causa ao nosso bolso, à economia em geral, ao meio ambiente, e aos mais necessitados.

Nós cristãos, também devemos abraçar essa causa, aumentar nossa conscientização sobre a mordomia cristã e dar o exemplo!

Está escrito em Provérbios 21.20: "Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato o desperdiça".

Vamos participar? Assista a campanha, clicando aqui.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Deus de Misericórdia

Na crise financeira, pago o aluguel ou o dízimo?
Odayr Olivetti (JBP, edição 651, jan-09, p. 16)


Vamos às considerações acerca do assunto. Primeiro, o dízimo é um aspecto importante da mordomia cristã: eu, com tudo o que sou e tenho, pertenço a Deus, meu Criador e meu Redentor.
Segundo, o dízimo é o método incipiente de contribuição. No Antigo Testamento havia muitas outras ofertas, algumas obrigatórias, outras voluntárias. No Novo Testamento, que não anula o Antigo (Mt 5.17-20), a contribuição é avaliada e motivada pelo amor, sendo considerada, além de um ato de amor, uma graça.
Recomendo a leitura de 2Co 8.1-9. Observe, neste texto, a palavra "graça" nos versículos 1, 4, 5, 7 e 9.
Quanto ao dízimo: (a) É prática bíblica; (b) É a décima parte dos produtos colhidos, ou dos bens recebidos, ou do dinheiro ganho; (c) O dízimo deve ser entregue à Igreja. Não deve ser administrado pessoal ou particularmente.
Há crentes que, tendo reservas, entregam o dízimo mesmo quando têm prejuízo. Jesus elogiou a viúva pobre que deu todo o dinheiro que tinha (Mc 12.41-44). E em todas as circunstâncias devemos lembrar-nos da severa advertência de Jesus Cristo registrada em Mc 8.34-38.
Deus exige obediência às suas leis, mas no impasse entre lei e misericórdia, a misericórdia prevalece (Os 6.6).
Se o crente passar por real dificuldade financeira e não tiver reservas, não se aflija porque: (a) o dízimo é do que temos, não do que não temos; (b) se houver gastos supérfluos que poderíamos cortar, cortemo-los para não deixarmos de pagar os dízimos; (c) se ficarmos no impasse: pagar o dízimo ou pagar alguma dívida, de aluguel ou outra coisa semelhante, e não temos reservas, paguemos a dívida ao próximo. Com relação a isso, Jesus condenou os fariseus porque diziam que o servo de Deus podia deixar de cumprir seu dever de honrar (dar "honorários") a seus pais, se o dinheiro fosse dado ao templo (à igreja): Mt 15.3-6.
Deus condescende com suas ovelhas e com seus cordeiros, em particular com os que requerem maior cuidado, como se vê em Isaías 40.11 (NVI): "Como pastor ele cuida de seu rebanho, com o braço ajunta os cordeiros e os carrega no colo; conduz com cuidado as ovelhas que amamentam suas crias".

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Filhos Adultos no Lar (1)

Bagunça Democrática ou Internato Severo?
Por Elizabeth Zekveld Portela (do site www.cronicasdocotidiano.com)

Thiago pegou as chaves do carro e virou-se para abrir a porta da casa. Deparou com uma placa afixada com fita adesiva.
Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade. (3 João 4)
–Mãe, foi Pai que colocou isto aqui?”–Foi. A gente ficou sabendo mais dos problemas de uns amigos antigos. Seu filho mais velho é viciado em drogas. Agora, a filha de 22 avisou que está grávida e disse-lhes que nem sabe de quem é. Seu pai ficou muito impressionado. Comentou como devemos dar graças a Deus pelos filhos que temos. Sentou-se no computador e o resultado está aí.–Então, não é bronca?
–Não, não é. É elogio, louvor, encorajamento, gratidão…–Que bom, mãe. Mas poderíamos entender isto um pouquinho como alerta também, não?–Talvez.Quando o pai retornou naquela noite, havia uma outra placa ao lado da primeira. Quatro figuras estilizadas proclamavam Pai, nós te amamos também!—e debaixo estava a assinatura dos quatro filhos do casal.
Um ano depois, aquelas declarações ainda permanecem no mesmo local—assimiladas inconscientemente por todos que por ali passam diariamente—símbolo da família ideal, do relacionamento pacífico almejado tanto pelos pais quanto por seus filhos.
Um pouco adiante, na parede, há uma foto desta família—dois filhos adultos, dois adolescentes, pai e mãe. As roupas alinhadas e combinadas, a perspectiva simétrica e os sorrisos descontraídos transmitem harmonia e alegria. Parece uma família ajustada e unida. E realmente, há momentos em que os de fora olham para eles com certa inveja e perguntam como foi que eles “conseguiram”. –De joelhos, um dia de cada vez, responde a mãe.
Isabel lembra as lágrimas derramadas, as noites mal dormidas… Recorda desentendimentos, angústias, brigas, acusações, mágoas e as conseqüências de atitudes pecaminosas, algumas duradouras. Mas se regozija porque, aos poucos, eles descobriram e assimilaram princípios bíblicos que facilitaram o relacionamento e fizeram com que houvesse—não a perfeição mas sim—a possibilidade de conciliação, harmonia e satisfação.
Em alguns países, é muito natural os pais cristãos incentivarem seus filhos a criar asas e iniciar vida independente quando chegam ao término da adolescência. Consideram cumprida a sua missão na criação e reassumem a vida a dois com liberdade para gastar seu dinheiro e servir em outras áreas. No Brasil, entretanto, esta não é uma prática freqüente. Encontramos muitos lares em que pais e filhos adultos permanecem juntos por tempo indefinido. Nem sempre o convívio é fácil ou pacífico. Em tantos lares, até dentro da igreja, pais e jovens se sentem como verdadeiros reféns de situações que fugiram do seu controle há muito tempo.
Em alguns casos, a convivência é opção de ambas as partes. Em outros, os pais não permitem que partam. Na maioria das vezes, são os filhos que se acomodam na casa dos pais. Existem filhos que nunca saíram e aqueles que voltaram ao lar paterno depois de servirem no exército, de estudarem fora ou de tentarem a vida a sós por um período. Às vezes, chegam depois de um relacionamento fracassado, com ou sem filhos a tiracolo.
Em cada circunstância, ocorrem problemas bem diferentes. Fora disso, absorvemos, muitas vezes sem querer, os valores do mundo pós-moderno que exalta os direitos individuais às custas das responsabilidades e questiona as normas e os limites tradicionais ou bíblicos. Isso sem falar dos efeitos, nos hábitos familiares, da informática, do culto ao lazer, da globalização e da mídia de comunicação. Num mundo que corre a mil por hora e em que todos são bombardeados com informações desencontradas de toda a parte, muitos acabam confusos e desorientados.
UMA FAMÍLIA FELIZ—SONHO OU REALIDADE?
Quais as normas que devem ser seguidas quando jovens continuam no lar paterno depois de se tornarem adultos? Afinal, não há na Bíblia qualquer orientação dirigida especificamente a esta situação. Será possível alguém olhar para a nossa família e enxergar nela pelo menos um vislumbre da felicidade, intimidade, fraternidade e união familiar que a Bíblia tanto nos incentiva a imitar? (Salmo 133.1; 1 Coríntios 1.3,10; Hebreus 13.1) Sim, é possível aproximar-se deste ideal. Há esperança! Existem sábios princípios, que são bíblicos, que se aplicam e que, se forem seguidos, possibilitarão amenizar e evitar muitos dos problemas que têm surgido entre filhos adultos e seus pais e irmãos quando convivem sob o mesmo teto.
QUEM É QUE MANDA?
A primeira coisa que devemos estabelecer, antes de mais nada, é que a casa é dos pais e que quem deve mandar nela são eles. Foram eles que investiram suas energias, seus recursos e seu tempo no intuito de construir um abrigo confortável e sossegado para se refugiar das agruras do mundo externo. Nenhum filho tem o direito de diminuir ou tirar o bem-estar, tranqüilidade ou alegria paterna ou materna neste local criado por eles.
O lar, portanto, não é uma democracia onde pais e seus filhos crescidos devem ter voz igual, como alguns sugerem. Quando Paulo instrui Timóteo sobre quais os homens aptos a liderar a igreja (a “família de Deus”), ele diz que eles têm que ser pessoas conhecidas por governar bem a sua própria casa e pergunta: Se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus? (Efésios 2.19; 1 Timóteo 3.4,5 e 12) O governar a que Paulo se refere significa administrar, estabelecer regras e limites, exercer autoridade, reger…E já que o homem e a sua esposa são um e ela é a sua ajudadora—este controle é compartilhado pela mãe da família e os dois devem ser “honrados” pelos filhos—que é o primeiro mandamento com promessa (Gênesis 2.20,24; Êxodo 20.12; Efésios 6.2,3).
OS JOVENS DEVEM AGIR COMO “ADULTOS”
Quando chegam à idade em que tenham identidade independente — tendo autonomia legal, podendo votar, trabalhar e dirigir — os jovens se consideram adultos. Mas é difícil, muitas vezes, eles enxergarem as responsabilidades que se escondem por trás dos privilégios. Paulo descreve o seu próprio crescimento, dizendo que falava, sentia e pensava como menino quando era menino. Entretanto, quando ele se tornou homem, ele desistiu das coisas próprias de meninos (1 Coríntios 13.11). Isto significa mudanças radicais no comportamento, dentro do lar também, e tudo no contexto do amor — afinal, 1 Coríntios 13 é o capítulo do amor. A lista de exortações aqui (e em muitos outros lugares), sobre a maneira de ser e o trato com outras pessoas, se aplica a jovens igualmente e eles tem de lembrar que terão que dar contas de si mesmo a Deus (Romanos 14.12).
Em qualquer convívio, tem que haver respeito e cortesia. Pessoas civilizadas se saúdam, se despedem, comunicam seus planos e as mudanças nestes, como também possíveis atrasos, com as pessoas com quem interagem, especialmente se existem vínculos familiares e o andamento da vida destas pode ser afetado. Isto vale para os jovens e também para seus pais, para que não haja ocasião para surpresas ou preocupações desnecessárias ou ocorram desencontros desagradáveis.
OS JOVENS DEVEM SER TRATADOS COMO “ADULTOS”
Vimos que os pais são responsáveis, diante de Deus, pelo andamento e o testemunho da casa — tanto pelas atividades que permitem e promovem quanto pelas que proíbem lá — tudo conforme princípios claramente expressos na Bíblia.
Mas isto não significa, de jeito nenhum, que os pais têm mandato divino para manter controle sobre todos os aspectos da vida dos filhos adultos enquanto eles moram na mesma casa. O alvo paterno deve ser de progredir da fase de regulamentação geral (criança pequena) para o estágio de liberdade condicional (adolescência) até a etapa de independência total de decisão e ação (adulto). Não pretendemos advogar aqui a tendência dos pais de outros países de desalojar os filhos. Mas eles devem procurar se relacionar com seus filhos, desde a sua adolescência, com o amadurecimento e eventual emancipação em mente, preparando-os de tal modo que a sua partida para o mundo fora do lar nem seja excessivamente traumática nem por demais libertadora.
É preciso deixar os filhos adultos tomarem suas próprias decisões e deixá-los arcarem com as conseqüências ou resultados. À primeira vista, isto pode parecer contraditório ao princípio de que os pais devem mandar no seu lar. Mas não é, especialmente quando se trata do filho ou da filha que já se sustenta. O processo de criação terminou. A fase de disciplinar acabou. Fica muito feio um filho crescido ser dominado por seus pais. Ele não poderá agir como adulto, e muito menos se tornar um líder, se for sempre tratado como criança.
Pais, é bom reavaliar a situação nos nossos lares à luz de Efésios 6.4, Pais, não provoqueis vossos filhos à ira. Como nosso filho (ou nossa filha) descreveria o seu relacionamento conosco? Sente-se sufocado? Manipulado? Fiscalizado? Vigiado? Controlado? Por demais protegido? Respeitamos o seu gosto e a sua individualidade ou ficamos insistindo que bons filhos devem ser clones dos seus pais? Damos palpites em tudo, ainda quando eles não pedem? Ficamos ressentidos e transmitimos as nossas mágoas toda vez que ele ou ela toma uma decisão ou faz algo com que descordamos? Conseguimos engolir as palavras “Eu não lhe disse…?” ou “Se tivesse me perguntado…” Ficamos plantados, emburrados, na sala até que todos cheguem em casa, não importa a hora? Estamos afirmando, encorajando e elogiando mais de que censurando, admoestando e criticando?…